Deus Conosco 06/12/2020

Dia 06 – 2º Domingo do Advento

Ritos Iniciais

 

1.     Cântico Inicial

Senhor, vem salvar teu povo!

  1. Senhor, vem salvar teu povo, das trevas da escravidão! Só tu és nossa esperança, és nossa libertação!

Vem, Senhor, vem nos salvar! Com teu povo vem caminhar! (bis)

  1. Contigo o deserto é fértil, a terra se abre em flor, da rocha brota água viva, da treva nasce esplendor.
  2. Tu marchas à nossa frente, és força, caminho e luz. Vem logo salvar teu povo, não tardes, Se­nhor Jesus!

 

2.     Antífona (Is30,19.30)

Povo de Sião, o Senhor vem para salvar as nações! E, na ale gria do vosso coração, soará ma­jestosa a sua voz.

 

Acendimento da 2ª Vela do Advento

— Senhor, nosso Deus e Pai, abri nosso coração para vossa pre­sença entre nós. No Advento de Cristo, o céu se encontra com a terra. Fazei com que a luz do Advento nos torne profetas da vida e da esperança, em nosso mun­do necessitado de compaixão e de misericórdia. Fazei-nos, Se­nhor, vossos instrumentos. Por Cristo, nosso Senhor.

— Ressoe em nosso coração e no mundo inteiro a voz da profe­cia da esperança e da paz. Amém.

(Canta-se um cântico apropriado para o momento e acende-se a 2ª Vela do Advento.)

 

3.     Saudação

(Com estas ou outras palavras, o sacerdote ou outro ministro idôneo in­troduz a assembleia na Missa do dia. Em seguida inicia-se o Ato Penitencial.)

 

O  Senhor vai chegar e plantar no coração do mundo a fé, a esperança e a salvação. Grande é nossa “sorte” em saber que o Senhor irá armar sua tenda en­tre nós. O Senhor é fiel em suas promessas e nos reserva céus e terra novos. Iluminados pela Pa­lavra de Deus e na fraternidade endireitemos nossa vida e nos­sas ações e, como João, seja­mos mensageiros da Boa Nova que está para chegar.

 

4.     Ato Penitencial

 

Hino de Louvor (Omite-se)

5.     Oração

 

LITURGIA DA PALAVRA

Ouvir o Senhor

A salvação está para chegar! Esta alegria anunciada pelos profe­tas se plenifica com a chegada do Messias, e nele se realizará a pro­messa do Pai.

6.     Primeira Leitura

(Is 40,1-5.9-11)

Leitura do Livro do Profeta Isaías:

1“Consolai o meu povo, consolai-o! — diz o vosso Deus. 2Falai ao coração de Jerusalém e dizei em alta voz que sua servidão acabou e a expiação de suas culpas foi cumprida; ela recebeu das mãos do Senhor o dobro por todos os seus pecados”. 3Grita uma voz: “Preparai no deserto o caminho do Senhor, aplainai na solidão a es­trada de nosso Deus. 4Nivelem-se todos os vales, rebaixem-se todos os montes e colinas; endireite-se o que é torto e alisem-se as aspere­zas: 5a glória do Senhor então se manifestará, e todos os homens verão juntamente o que a boca do Senhor falou.

9Sobe a um alto monte, tu, que trazes a boa-nova a Sião; levanta com força a tua voz, tu, que trazes a boa-nova a Jerusalém, ergue a voz, não temas; dize às cidades de Judá: ‘Eis o vosso Deus, 10eis que o Senhor Deus vem com poder, seu braço tudo domina: eis, com ele, sua conquista, eis à sua fren­te a vitória. 11Como um pastor, ele apascenta o rebanho, reúne, com a força dos braços, os cordeiros e carrega-os ao colo; ele mesmo tange as ovelhas-mães’”.

 

7.     Salmo Responsorial (Sl 84)

 

8.     Segunda Leitura (2Pd 3,8-14)

Leitura da Segunda Carta de São Pedro:

8Uma coisa vós não podeis desconhecer, caríssimos: para o Senhor, um dia é como mil anos e mil anos como um dia. 9O Senhor não tarda a cumprir sua promessa, como pensam alguns, achando que demora. Ele está usando de paciência para convosco. Pois não deseja que alguém se perca. Ao contrário, quer que todos venham a converter-se.

10O dia do Senhor chegará como um ladrão, e então os céus acaba­rão com barulho espantoso; os ele­mentos, devorados pelas chamas, se dissolverão, e a terra será con­sumida com tudo o que nela se fez. 11Se desse modo tudo se vai desin­tegrar, qual não deve ser o vosso empenho numa vida santa e piedo­sa, 12enquanto esperais com anseio a vinda do Dia de Deus, quando os céus em chama se vão derreter, e os elementos, consumidos pelo fogo, se fundirão?

130 que nós esperamos, de acordo com a sua promessa, são novos céus e uma nova terra, onde habitará a justiça. 14Caríssimos, vi­vendo nessa esperança, esforçai -vos para que ele vos encontre numa vida pura e sem mancha e em paz.

 

9.     Aclamação ao Evangelho

Anúncio do Evangelho – (Mc 1,1-8)

1lnício do Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus. 2Está escrito no livro do profeta Isaías: “Eis que envio meu mensageiro à tua frente, para preparar o teu caminho. 3Esta é a voz daquele que grita no deser­to: ‘Preparai o caminho do Senhor, endireitai suas estradas!’”

4Foi assim que João Batista apareceu no deserto, pregando um batismo de conversão para o perdão dos pecados. 5Toda a região da Judeia e todos os mo­radores de Jerusalém iam ao seu encontro. Confessavam os seus pecados e João os batizava no rio Jordão.

6João se vestia com uma pele de camelo e comia gafanhotos e mel do campo. 7E pregava, dizen­do: “Depois de mim virá alguém mais forte do que eu. Eu nem sou digno de me abaixar para desa­marrar suas sandálias. 8Eu vos ba­tizei com água, mas ele vos batiza­rá com o Espírito Santo”.

 

10. Profissão de Fé

Creio em Deus Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra. E em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, que foi concebido pelo poder do Espírito Santo; nas­ceu da Virgem Maria; padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucifica­do, morto e sepultado. Desceu à mansão dos mortos, ressuscitou ao terceiro dia, subiu aos céus; está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja católica; na comunhão dos santos; na remissão dos peca­dos; na ressurreição da carne; na vida eterna. Amém.

 

11. Preces da Comunidade

(Considerando que as Preces da assembleia fazem parte da Liturgia da Palavra e seguindo orientação do Elen­co das Leituras da Missa, n. 31, suge­rimos que sejam proclamadas do Am- bão ou Mesa da Palavra.)

Dai-nos, Senhor, vossa salvação!

  1. REZEMOS pela Igreja, para que dócil ao Espírito Santo, seja fiel aos seus desígnios e testemunhe o Reino com palavras, gestos e atitu­des, nós vos pedimos, Senhor.
  2. REZEMOS pelo Papa, pelos Bispos, sacerdotes e religiosos, para que renovem no coração do povo a alegre esperança do Reino, nós vos pedimos, Senhor.
  3. REZEMOS pelas famílias, para que nossos lares sejam lugar de cultivo da fidelidade, do diálogo e da solidariedade e, assim, produ­zam frutos para si e para a socie­dade, nós vos pedimos, Senhor.
  4. REZEMOS por todos que per­deram a esperança ou que fraque­jam em sua fé, para que retomem o caminho e sejam construtores de um novo mundo, nós vos pedimos, Senhor.
  5. (Outras intenções…)

LITURGIA EUCARÍSTICA

Partilhar e Agradecer

12. Cântico das Oferendas

 Nasceu em Belém, a casa do pão

  1. As nossas mãos se abrem, mesmo na luta e na dor, e trazem pão e vinho para esperar o Senhor.

Deus ama os pobres e se fez pobre também; desceu à terra e fez pousada em Belém.

  1. As nossas mãos se elevam, para, num gesto de amor, retribuir a vida, que vem das mãos do Se­nhor.
  2. As nossas mãos se encon­tram na mais fraterna união. Faça­mos deste mundo a grande “Casa do Pão!”

13. Sobre as Oferendas

 

14. Oração Eucarística II

(Ou à escolha do Presidente – Missal, p. 477 – Pf. p. 407.)

NA VERDADE, é justo e neces­sário, é nosso dever e salvação louvar-vos e bendizer-vos, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, princípio e fim de todas as coisas. Vós preferistes ocultar o dia e a hora em que Cristo, vosso Fi­lho, Senhor e Juiz da História, apa­recerá nas nuvens do céu, revesti­do de poder e majestade. Naquele tremendo e glorioso dia, passará o mundo presente e surgirá novo céu e nova terra. Agora e em todos os tempos, ele vem ao nosso en­contro, presente em cada pessoa humana, para que o acolhamos na fé e o testemunhemos na caridade, enquanto esperamos a feliz reali­zação de seu Reino. Por isso, cer­tos de sua vinda gloriosa, unidos aos anjos, vossos mensageiros, vos louvamos, cantando (dizendo) a uma só voz:

NA VERDADE, ó Pai, vós sois santo e fonte de toda santidade. Santificai, pois, estas oferendas, derramando sobre elas o vosso Espírito, a fim de que se tornem para nós o Corpo e t o Sangue de Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso.

ESTANDO para ser entregue e abraçando livremente a paixão, ele tomou o pão, deu graças, e o partiu e deu a seus discípulos, di­zendo:

TOMAI, TODOS, E COMEI: ISTO É O MEU CORPO, QUE SERÁ ENTREGUE POR VÓS.

Do mesmo modo, ao fim da ceia, ele tomou o cálice em suas mãos, deu graças novamente, e o deu a seus discípulos, dizendo:

TOMAI, TODOS, E BEBEI: ESTE É O CÁLICE DO MEU SANGUE, O SANGUE DA NOVA E ETERNA ALIANÇA, QUE SERÁ DERRAMA­DO POR VÓS E POR TODOS PARA REMISSÃO DOS PECADOS. FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM.

Eis o mistério da fé!

CELEBRANDO, pois, a me­mória da morte e ressurreição do vosso Filho, nós vos oferecemos, ó Pai, o pão da vida e o cálice da salvação; e vos agradecemos porque nos tornastes dignos de estar aqui na vossa presença e vos servir.

E NÓS vos suplicamos que, participando do Corpo e Sangue de Cristo, sejamos reunidos pelo Espírito Santo num só corpo.

LEMBRAI-VOS, ó Pai, da vos­sa Igreja que se faz presente pelo mundo inteiro: que ela cresça na caridade, com o papa N., com o nosso bispo N. e todos os minis­tros do vosso povo.

LEMBRAI-VOS também dos nossos irmãos e irmãs que morre­ram na esperança da ressurreição e de todos os que partiram desta vida: acolhei-os junto a vós na luz da vossa face.

ENFIM, nós vos pedimos, ten­de piedade de todos nós e dai-nos participar da vida eterna, com a Vir­gem Maria, Mãe de Deus, com São José, seu esposo, com os santos Apóstolos e todos os que neste mundo vos serviram, a fim de vos louvarmos e glorificarmos, por Je­sus Cristo, vosso Filho.

POR CRISTO, com Cristo, em Cristo, a vós, Deus Pai todo-poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda a honra e toda a glória, agora e para sempre.

 

Ritos da Comunhão

15. Oração do Pai-Nosso

 

16. Oração pela Paz

 

17. Fração do Pão

Esta união do Corpo e do Sangue de Jesus, o Cristo e Senhor nosso, que vamos receber, nos sirva para a vida eterna.

Senhor Jesus Cristo, o vosso Cor­po e o vosso Sangue, que vou rece­ber, não se tomem causa de juízo e condenação; mas, por vossa bonda­de, sejam sustento e remédio para minha vida.

 

18. Cântico da Comunhão

(Cantos do Evangelho, v. 1 – Paulus)

Virá alguém depois de mim

Virá alguém depois de mim que é mais forte do que eu; não sou digno de servi-lo e desatar suas sandálias!

  1. Este Rei defenderá os que são pobres, e os filhos dos humil­des salvará. Com justiça ele gover­ne o vosso povo, com equidade ele julgue os vossos pobres.
  2. Nos seus dias a justiça florirá e grande paz, até que a lua perca o brilho! De mar a mar estenderá o seu domínio, e desde o rio até os confins de toda a terra!
  3. Tanto tempo quanto o sol há de viver, quanto a lua através das gerações! Virá do alto, como o or­valho sobre a relva, como a chuva que irriga toda a terra.
  4. Os reis de toda a terra hão de vir e oferecer-lhe seus presen­tes e seus dons; os reis de Társis e das ilhas o adorarão, e todas as nações hão de servi-lo.

 

19. Antífona (Br 5,5;4,36)

Levanta-te, Jerusalém, põe-te no alto e vê: vem a ti a alegria do teu Deus.

 

20. Pós-Comunhão

Ritos Finais

21. Bênção Solene

Cânticos: Hinário Litúrgico – Litur­gia VIII – Advento Anos B e C – CNBB / Cantos do Evangelho, v. 1, Paulus.

ESPIRITUALIDADE BÍBLICO-MISSIONÁRIA

Caminhamos na força da fé, da união e da certeza da presen­ça do Senhor junto de seu povo. O Advento vai nos conduzindo na oração, penitência e reflexão, e assim temos a graça de nos en­contrar com o Senhor no Natal e no dia do Juízo de Deus sobre nossa humanidade. Ressoa a voz no deserto de nosso mundo: “Preparai o caminho do Senhor, endireitai suas estradas!” Ainda é possível fazer com que a voz do Reino seja ouvida no meio de nosso mundo, com suas concep­ções ideológicas e indiferenças. É hora de anunciar, é hora de apontar a direção que nos realiza e nos dá a salvação.

Deus vem para elevar seu povo, por isso, a voz de João no deserto é profundamente signifi­cativa. O profeta Isaías lembra a terrível situação de Israel quando foi levado para o exílio, com todas as consequências. Mas esse mo­mento foi também uma ocasião* muito boa para o amadurecimen­to na fé. Compreenderam que o mesmo Deus que “castigou” é o que salva com imensa generosi­dade. Ele está presente no meio de seu povo. Ele é o Pastor do rebanho.

Penetrando o Advento vamos compreendendo que, vivendo a expectativa da segunda vinda de Cristo, vivemos também a primei­ra vinda, a encarnação do Verbo eterno, sua vinda na carne e no momento glorioso no fim do mun­do. Certo é que tanto na primeira como na segunda vinda do Se­nhor, Ele vem para amar, somente para amar. É significativa a frase que está na igreja de Cefalú, na Sicília: “Feito homem, o Criador dos homens, julga os humanos com o coração de Deus”.

Nossa esperança é a de que Deus continua agindo no mundo, mesmo que sejamos contraditó­rios entre nós mesmos. João se pôs a caminho, como mensagei­ro, para preparar a chegada do Redentor, o Messias, o enviado do Pai. O Advento certeiro do Se­nhor faz parte de nossa fé: Deus vem ao nosso encontro e essa certeza nos faz preparar seus ca­minhos. Haverá uma transforma­ção na hora certa, no momento oportuno.

A nós cabe viver com profun­didade a fé e fazer nossa parte. Assim, os novos céus e a nova Terra trarão a justiça e a paz para habitarem entre nós. Não duvide­mos, pois, o que é de Deus vai se realizar, e não depende de nos­so querer ou decisão. João nos ensina a abraçar nossa vida de batizados com mais empenho, pois ele é protótipo de Evange­lho para nós.

Se, de fato, na fé, estamos es­perando o Senhor e penetramos com esse espírito o Tempo do Advento, devemos ter atitudes e ações que correspondam com a verdade de nossa fé. Tenhamos, pois, a coragem de João nos dias e nos tempos de agora. A voz de Cristo continua a ressoar no mun­do e precisamos ajudar as pes­soas a escutá-la.

Redação –  “Deus Conosco”